Exames

TONOMETRIA

Existem vários métodos para a medida da tonometria ocular, dois deles são os mais utilizados na rotina da clínica oftalmológica: APLAINAÇÃO e NÃO CONTATO.

APLAINAÇÃO: Neste método, é medida a força necessária para achatar uma parte determinada da córnea. O paciente repousa o queixo e a testa em suportes, e o tonômetro é aproximado até encostar no olho. O examinador regula a tensão do tonômetro e efetua as medições. Esse é a medida mais precisa para seguimento de casos, além de ser um método indispensável para o acompanhamento de pacientes com glaucoma. Este exame é realizado dentro do consultório médico pelo oftalmologista.

NÃO CONTATO: Também conhecida como medida por “sopro”, o paciente repousa o queixo em um suporte enquanto o examinador alinha um feixe de luz. Um breve sopro de ar é jogado contra o olho, e a medição é feita com base na mudança da luz refletida pela córnea durante o sopro.

MAPEAMENTO DE RETINA

Exame realizado no consultório médico, tendo a finalidade de avalição do segmento posterior do olho e suas estruturas: retina, vítreo e nervo óptico.

CAMPO VISUAL (ou CAMPIMETRIA) – Exame com a finalidade de estudar a percepção visual central e periférica. (mantem o resto do texto) Saiba mais: (A campimetria é um exame ocular que estuda a percepção visual central e periférica. Quando o oftalmologista mede a visão de longe e de perto, ele está observando a percepção visual central. A percepção periférica no ser humano é em torno de 180 graus se tivermos a falar dos dois olhos, mas uma campimetria faz-se monocularmente – o que reduz para 160º – isto porque temos a base do nariz que não nos deixa perceber a 180º. Em muitas doenças esta visão espacial é reduzida, e a única maneira de detectar esta perda seria estudando o campo de visão. O campímetro computadorizado (por exemplo campímetro Humphrey, fabricado pela a alemã Carl Zeiss) é o equipamento “standard” utilizados em inúmeros artigos científicos, atestando a confiabilidade do mesmo. Este aparelho é que realizamos os exames no Hospital de Olhos Piracicaba. A campimetria é de grande importância para o diagnóstico e o acompanhamento de patologias oculares ou do sistema nervoso central. Patologias oculares como glaucoma, degenerações – inclusive as tóxicas (ex.: pela hidroxicloroquina), ou físicas (ex.: exposição a raios U.V.), ou como as distrofias de retina e maculares – têm a campimetria como um instrumento bastante útil e confiável. É também, utilizado nas patologias do sistema nervoso central, como nas compressões do quiasma óptico que produzem hemianopsias, ou de quaisquer outras regiões das chamadas ‘vias ópticas’, auxiliando o diagnóstico e acompanhamento pelo neurologista.)

BIOMETRIA ULTRASSÔNICA: …. SAIBA MAIS “(A Biometria é o exame de visão capaz de medir o comprimento axial do globo ocular e de suas estruturas (câmara anterior, cristalino e cavidade vítrea). O aparelho emite no probe, ondas de som pelas estruturas oculares, com velocidades de transmissão pré-estabelecidas utilizadas nas ondas de ultrassom. Ocorre então monitorização do tempo em que as ondas demoram para percorrer as estruturas internas do olho, e através desses dados e da relação captada no exame, é possível estimar com precisão as dimensões das estruturas intraoculares, assim como o próprio comprimento total do olho. Existem dois modos de realizar o exame da biometria ultrassônica. Por contato: onde a sonda de ultrassom entra em contato diretamente na superfície ocular com a caneta do aparelho, encostando na córnea, e por imersão: onde um acessório com uma interface como um “copinho “, é colocado como intermediário entre o olho do paciente e a sonda de ultrassom.

Outro tipo de biometria, e a biometria ótica por interferometria. É considerado hoje o exame mais acurado e “padrão ouro” para realizar o exame pré-operatório da cirurgia de catarata (IOL Master / Lenstar). Biometria é o principal exame oftalmológico para calcular o grau da lente intraocular implantada na cirurgia de catarata.

CAMPO VISUAL (ou CAMPIMETRIA)

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BIOMETRIA ULTRASSÔNICA

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ANGIOFLUORESCEINOGRAFIA DE RETINA

A angiofluoresceinografia retiniana – também chamada retinografia fluorescente – tem como objetivo a avaliação do sistema vascular da retina a partir da obtenção de fotografias de alta definição, que são capturadas com uma câmera especial acoplada em um filtro próprio, após o uso de um corante de fluresceina feita endovenosa. Dessa forma, esse exame proporciona a análise retiniana para a descoberta de lesões e outras anomalias que possam acometer a retina, nervo óptico e coroide. Geralmente esse exame é indicado para pacientes que tenham distúrbios circulatórios na retina, como áreas de isquemia, hemorragias, etc. Sendo assim, as principais indicações de realização desse exame são:

  • Retinopatias diabética e hipertensiva;
  • Edema macular;
  • Retinopatia serosa central;
  • Oclusões vasculares da retina;
  • Traumas com acometimento retiniano;
  • Tumores intraoculares;
  • Inflamações como uveites posteriores e coriorretinites;
  • Distrofias de retinas;

A duração do exame é de 15 minutos em média, mas como é necessário chegar  antes para dilatar a pupila e precisa ficar em observação posterior para não haver possíveis reações após o uso do contraste, estima-se que o tempo gasto dentro do Hospital de Olhos seja em torno de 1h30. A dilatação e a dificuldade de reestabelecimento da visão promovida pelo preparo do colírio pode durar até 8 horas. É recomendado que o paciente submetido à angiofluoresceinografia retiniana tire o dia de folga para recupera-se.

  • É proibido estar de lentes de contato nesse dia do exame, e é importante levar óculos escuros para evitar a sensibilidade causada pela luz após o exame.
  • A alimentação precisa ser leve, e o jejum de água e comida devem ser feitos por 4 horas antes do exame em pacientes hígidos. Se o paciente for diabético, não é necessário realizar um jejum completo, ele pode ser apenas de 2 horas.
  • Apesar de o exame ser bastante seguro e indolor, é preciso seguir corretamente as instruções e estar atento às reações adversas que podem ocorrer durante a realização do exame.

REAÇÕES ADVERSAS E CUIDADOS NO LOCAL DA ESCOLHA:  Reações alérgicas podem aparecer durante o exame, inclusive quadros de hipersensibilidade, que podem ocorrer em intensidades variadas de paciente para paciente. Isso ocorre devido aos componentes do contraste injetado na veia periférica. O paciente pode sentir coceira, tontura, náusea e vômito. Efeitos adversos graves com dificuldade respiratória, arritmia e quadros clínicos severos com risco de parada cardiorrespiratória e óbito são extremamente raros, mas há descrições que podem ocorrer com relatos na literatura.

Por essa razão, realizar o exame em local apropriado com suporte de urgência e respaldo hospitalar médico é fundamental. Com o paciente no centro de todas as ações, no Hospital de Olhos Piracicaba realizamos o exame sobre a supervisão de equipe médica treinada com suporte vital de urgência completa presente (carrinho de anestesia, desfibrilador, BINA, respirador ventilatório) e um com médico anestesista supervisionando os exames.

– Os pacientes que já apresentaram alguma reação de hipersensibilidade ao contraste – portadores de asma severa não controlada, pessoas com episódio de infarto agudo do miocárdio recente, grávidas e mulheres que estão amamentando – não devem realizar o exame.

  • A angiofluoresceinografia não é contraindicada para pessoas com alergia ao iodo – um tipo de contraste que tem maior chance de causar hipersensibilidade – ou a frutos do mar. Isso porque a fluoresceína sódica não contém componentes de nenhuma dessas substâncias.
  • É fundamental que o local do exame tenha suporte de conduzir os casos de reação adversa com segurança e que o paciente tenha completo entendimento da indicação do exame na sua pertinência e dos riscos.
IOL MASTER

Indicação para pacientes que serão submetidos à cirurgia de catarata ou para informações de medidas das dimensões de estruturas intraoculares.

Dilata: Não   

Exame também conhecido como biometria ótica por interferometria. A Biometria IOL MASTER tem a função de medir com precisão o comprimento axial do olho, além de fornecer outras medidas de suas estruturas internas. Essas informações são importantes para o cálculo das lentes intraoculares, implantadas principalmente em cirurgias de catarata. Entre os métodos de biometria, é considerado padrão ouro na maioria dos casos de exame biométrico pré-operatório de catarata. Indispensável para uma boa acurácia da escolha da lente na cirurgia de catarata, principalmente na opção por lentes tóricas (para a correção de astigmatismos) ou lentes multifocais (trifocais).

Orientações:

Esse é um exame indolor e sem efeitos colaterais, de não contato (medida através de luz). Requer apenas poucos segundos de fixação do olhar sem a movimentação da cabeça. Antes da realização do exame, é necessário suspender o uso de lentes de contato por três dias. Não requer a presença de acompanhante, e após a realização do exame, a visão do paciente não fica alterada. Não requer o uso de colírio preparatório.

MICROSCOPIA ESPECULAR DE CÓRNEA

É o exame no qual se realiza a contagem das células endoteliais (camada mais interna da córnea), sendo sua finalidade em casos cirúrgicos, detecção de degenerações ou distrofias corneanas. Analisa em detalhes o endotélio corneano – camada mais posterior (interna) da córnea – responsável pela regulação da fisiologia corneana.

O paciente é colocado em frente a um microscópio digital que irá registrar a imagem do endotélio através de ferramentas ópticas especiais. A imagem é aumentada até que os detalhes da camada única de célula sejam registrados.

ORIENTAÇÕES: O exame é indolor e não há contato com os olhos do paciente. Necessitando apenas da fixação imóvel por alguns segundos em um ponto de luz, não requer a presença de acompanhante, e após a sua realização a visão do paciente não fica alterada. Não requer o uso de colírio preparatório.

PAQUIMETRIA ULTRASSÔNICA

DURAÇÃO: 15 min
DESCRIÇÃO: Realiza a medida da espessura da córnea.
DILATAÇÃO: Não

SAIBA MAIS: A Paquimetria ultrassônica realiza a medida da espessura total da córnea (todas as camadas juntas). Esse é um exame importante para o acompanhamento de patologias como o glaucoma e o ceratocone, além de ser muito comum na rotina de avaliação oftalmológica e planejamentos cirúrgicos diversos com cirurgia refrativa, transplante de córnea e implante de anéis intra-corneanos. A medida é realizada através uso de uma sonda de ultrassom (caneta) que após o preparo com colírio anestésico, é colocado em contato com o olho (córnea).

Orientações: O exame requer o uso de colírio anestésico minutos antes da sua realização e necessita apenas a fixação imóvel por alguns segundos em um ponto de luz.  Não requer a presença de acompanhante, e após a sua realização, a visão do paciente não fica alterada.

PAM /Potencial de Acuidade Macular

DILATAÇÃO: Sim

SAIBA MAIS: 

Método para estimar da acuidade visual sensorial da retina (mácula). O exame avalia – mesmo na presença de obstáculos a luz, como nos casos de catarata densas e opacificações corneanas – a viabilidade de captação da imagem pela retina. Portanto, é um exame importante para ajudar na avaliação do prognóstico visual de pacientes que tem indicação cirúrgica, tais como: catarata, cirurgias combinadas de glaucoma e catarata, transplante de córnea, ou outra doença ocular em que o paciente não atinja a visão desejada.

Orientação: Por ter a necessidade de dilatação pupilar, recomenda-se realizar o exame com um acompanhante e atentar as atividades após a realização do exame, pois nas próximas 08 horas em média, a visão poderá estar prejudicada. O paciente precisa ser alfabetizado, pois o exame consiste em leitura de letras. O exame é indolor, e realiza-se através apenas da visualização de letras. Requer atenção e fixação da visão por alguns minutos.

RETINOGRAFIA

Indicações: diagnóstico e acompanhamento de algumas doenças oftalmológicas que podem afetar a retina e o nervo óptico.

SAIBA MAIS:

Retinografia é uma técnica de exame que consiste em observar e registrar fotografias da retina, do nervo óptico e do fundo do olho. A retinografia permite obter diversas fotos em alta resolução, fazendo uma documentação fotográfica do fundo de olho e possibilitando um acompanhamento seriado da evolução de lesões que nele existam.  

O exame é simples, indolor e dura apenas alguns minutos. O paciente deve sentar-se em frente a um aparelho que fotografa o fundo do olho usando lentes de grande aumento. A pupila deve ser dilatada para que as imagens do fundo do olho sejam captadas pelo aparelho, chamado retinógrafo.

As principais indicações da retinografia são para diagnóstico e acompanhamento de algumas doenças oftalmológicas que podem afetar a retina e o nervo óptico. É um exame importante para o acompanhamento de pessoas com miopia, hipertensão arterial, diabetes mellitus, alterações da mácula, tumores oculares, entre outras doenças.

Utilizada para diagnóstico e acompanhamento da retinopatia diabética, da degeneração macular, oclusões vasculares da retina – entre outras – e deve ser associada a outros exames complementares tais como angiografia, tomografia de coerência óptica e oftalmoscopia direta ou indireta. Também serve para documentar as anormalidades e seguir suas evoluções. Com a retinografia, também se pode acompanhar a eficácia dos tratamentos.

Orientações: A duração do exame é de 10 minutos em média, mas como é necessário chegar antes para dilatar a pupila, estima-se que o tempo gasto dentro do Hospital de Olhos seja em torno de 1h. A dilatação e a dificuldade de reestabelecimento da visão promovida pelo preparo do colírio para dilatar a pupila pode durar até 8 horas. Recomendamos ainda comparecer ao local de exame acompanhado de outra pessoa e não dirigir após a realização do mesmo. Se o paciente usar lente de contato, deve retirá-las antes do exame.

TOPOGRAFIA DE CÓRNEA /CERATOSCOPIA COMPUTADORIZADA

A topografia corneana ou topografia de córnea é um exame de oftalmologia que serve para analisar o relevo e curvatura da córnea em toda a sua superfície, ou seja, desde o centro até à sua periferia. Permite-nos criar um mapa de toda a superfície da córnea, mostrando eventuais irregularidades na espessura ou relevo e entendendo a sua curvatura. Também conhecida como ceratografia, sua análise é feita por software e de forma computorizada. Um computador recolhe as medições de posição e altura de vários pontos em toda a superfície da córnea, e efetua e constrói o mapa analítico do formato da superfície corneana. A topografia da córnea pode ser representada em forma de gráficos coloridos ou de formular analíticas para comparação com os achados da literatura para condições normais de referência. Para realizar o exame, o paciente posiciona a cabeça na frente do aparelho topográfico e fixa o olhar em um ponto de luz, permanecendo imóvel por alguns segundos até as imagens serem captadas.

Exame indolor e sem necessidade de preparo prévio com colírio.

Orientações: Paciente usuário de lente de contato deve suspender o uso antes da realização do exame. O não cumprimento dessa regra pode acarretar em resultados com artefatos que comprometam o exame. Para pacientes usuários de lente de contato gelatinosas, recomenda-se a suspensão do uso das lentes por no mínimo 03 dias antes do exame. Para pacientes portadores de lentes rígidas (gás permeável, lentes esclerais), deve-se suspender o uso por no mínimo 05 dias antes do exame.

O exame é indolor e não há contato com os olhos do paciente. Necessita apenas a fixação imóvel por alguns segundos em um ponto de luz. Não requer a presença de acompanhante e após a sua realização a visão do paciente não fica alterada. Não requer o uso de colírio preparatório.

CAPSULOTOMIA YAG LASER

A capsulotomia YAG Laser é um procedimento médico oftalmológico que visa tratar a opacificação da cápsula intraocular, fazendo uma “limpeza” da cápsula posterior da lente intraocular com segurança, eficácia e sem dor. Alguns meses – ou mesmo anos após a cirurgia da catarata – a cápsula da lente pode tornar-se opaca, e por consequência, piorar a acuidade visual. Em alguns casos a opacidade pode tornar-se muito densa e causar diminuição de visão considerável, semelhante a piora da visão quando presente a catarata original.

O Yag laser é indicado para a limpeza destas opacidades, no intuito de melhorar a visão. A opacificação da cápsula posterior é um evento comum entre os pacientes operados de catarata, e sua ocorrência não tem relação com a qualidade do procedimento cirúrgico ou com a lente usada no procedimento, podendo estar presente em qualquer paciente.

Normalmente esse procedimento é indicado uma única vez, e após a sua realização com sucesso, a visão retorna ao padrão que estava logo após a realização da cirurgia. Apesar de ser um procedimento seguro e eficaz no reestabelecimento da visão, apresenta raros risco ao ser realizada, mesmo de maneira totalmente correta. Casos de descolamento de retina são descritos na literatura como um evento raro dos casos submetidos a capsultomia por yag laser.

Orientações:

A duração do exame é de 05 minutos em média, mas como é necessário chegar antes para dilatar a pupila, estima-se que o tempo gasto dentro do Hospital de Olhos seja em torno de 1h. A dilatação e a dificuldade de reestabelecimento da visão promovida pelo preparo do colírio para dilatar a pupila pode durar até 8 horas. É comum após o procedimento, o paciente visualizar moscas volantes por um período. Esse tipo de queixa tem que ser acompanhado e relatado ao médico oftalmologista.

Após a realização, o uso de colírio anti-inflamatório será prescrito para o uso de alguns dias após o procedimento.  Recomendamos ainda, comparecer ao local do exame acompanhado de outra pessoa e não dirigir após a realização do mesmo. Se o paciente usar lente de contato, deve retirá-las antes do exame.

IRIDOTOMIA YAG LASER

A iridotomia yag laser (iridotomia a laser) é um procedimento oftalmológico que consiste em fazer um pequeno furo na periferia da íris com laser yag e pode ser realizado em ambos os olhos. É indicado nos casos específicos de glaucoma de ângulo fechado, na tentativa de prevenir a ocorrência de crise aguda de glaucoma com aumento súbito da pressão ocular a níveis extremos.

OCT RETINA /GLAUCOMA (TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA)

DURAÇÃO: 30 MINUTOS
DILATA: SIM
INDICAÇÃO:  AVALIAÇÃO DE DOENÇAS DA RETINA E NERVO ÓPTICO

SAIBA MAIS:

O OCT é um exame de imagem utilizado como método diagnóstico complementar em algumas doenças oftalmológicas. Ele tem a sua maior parte das indicações ligadas as doenças da retina e glaucoma, mas atualmente também serve para realizar avaliações de córnea cristalino e outras estruturas. Ele capta imagens em alta velocidade e quantidade com o corte seccional das estruturas oculares. Além disso, consegue fazer a análise das camadas internas da retina e do nervo óptico, disponibilizando uma análise quantitativa e qualitativa destas estruturas. Exame de um auxílio na prática oftalmológica, pois permite muitas vezes a detecção, mas precoce de acometimento ocular em comparação com outros exames complementares.

Orientações: Exame indolor e de não contato. Análise e captação de imagens obtidas através do olhar fixo e imóvel por alguns segundos para a mira no interior do equipamento. A duração do exame é de 10 minutos em média, mas como é necessário chegar antes para dilatar a pupila, estima-se que o tempo gasto dentro do Hospital de Olhos seja em torno de 1h. A dilatação e a dificuldade de reestabelecimento da visão promovida pelo preparo do colírio para dilatar a pupila pode durar até 8 horas. Recomendamos ainda comparecer ao local de exame acompanhado de outra pessoa e não dirigir após a realização do mesmo. Se o paciente usar lentes de contato deve retirá-las antes do exame.

ACOMETIMENTO OCULARES

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CATARATA

1- O que é Catarata? O termo “catarata” é dado para qualquer tipo de perda de transparência do cristalino, lente situada atrás da íris (Figura), seja ela congênita ou adquirida, independente de causar ou não prejuízos à visão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo, acometendo principalmente a população idosa.

Então, o que é uma pele que recobre o olho? A “pele” que recobre o olho externamente e que muitos confundem com a catarata, é chamada de pterígio, que na verdade, é uma degeneração da conjuntiva e pode ter ou não indicação cirúrgica.

2- Quais são as causas da catarata? 
A catarata é uma doença multifatorial e pode ser congênita ou adquirida. A causa mais comum da catarata é o envelhecimento do cristalino que ocorre pela idade, denominada de catarata senil. Porém, também poderá estar associada a alterações metabólicas que ocorrem em certas doenças sistêmicas (ex. Diabetes Mellitus), oculares (ex. uveíte), tabagismo, alcoolismo, secundária ao uso de certos medicamentos (ex. corticoides) ou a trauma ocular (contuso, perfurante, por infravermelho, descarga elétrica, radiação ultravioleta, raios X, betaterapia ou queimaduras químicas graves).

3- A catarata acomete sempre os dois olhos? 
A catarata pode acometer apenas um – ou ambos os olhos – dependendo de sua causa. A catarata relacionada à idade, doença sistêmica ou ao uso de corticosteroides sistêmicos, geralmente é bilateral e assimétrica, ou seja, pode estar mais avançada em um dos olhos. Poderá ser unilateral se for secundária a doença ocular, ou ao trauma do olho acometido.

4- Quais são os sintomas da catarata? 
Na maioria das vezes a catarata não pode ser diagnosticada a olho nu e nem mesmo é percebida facilmente pelos próprios portadores da catarata na sua fase inicial. Os principais sintomas da catarata são: sensação de visão embaçada, alteração contínua da refração (grau dos óculos), maior sensibilidade à luz, espalhamento dos reflexos ao redor das luzes e percepção que as cores estão desbotadas. Geralmente há uma piora da miopia com redução da visão em baixo contraste e baixa luminosidade principalmente para longe, comparativamente à visão para perto. Somente o oftalmologista poderá solicitar os exames necessários para a confirmação do diagnóstico, bem como, indicar o melhor procedimento cirúrgico para tratamento.

5- Há alguma medida preventiva para evitar que a catarata se instale? 
Não há como evitar a predisposição genética e nem o envelhecimento do cristalino. Porém, algumas medidas preventivas podem ser realizadas visando reduzir alguns fatores de risco para o desenvolvimento da catarata. Reduzir o tabagismo e proteger-se contra a radiação ultravioleta (principalmente UVB) e traumas, controlar o diabetes Mellitus e evitar o uso de corticoides são cuidados que podem ser eficazes na prevenção da catarata. É fundamental ter consciência dos perigos da automedicação.

6- Existe Algum tratamento clínico para a catarata?
Não, o único tratamento eficaz para a catarata é a cirurgia.

7- Apenas pessoas idosas precisam ser submetidas à cirurgia de catarata? 
A recomendação de tratamento cirúrgico para portadores de catarata não está relacionada à idade do paciente, e sim ao seu comprometimento visual. Qualquer portador de catarata deve ser submetido a cirurgia desde que tenha sua capacidade ocular prejudicada pela doença e apresente condições de recuperação pós-cirurgia.

8- Existe cura para a catarata? 
Sim, a deficiência visual causada pela opacificação do cristalino pode ser revertida com tratamento cirúrgico, no qual a lente natural opaca é removida e substituída por uma lente artificial transparente, chamada de lente intraocular.

9- Em que consiste a cirurgia de catarata? 
A cirurgia de catarata consiste da remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma prótese transparente (lente intraocular) para possibilitar melhor passagem dos estímulos luminosos para o interior do olho – que é denominada facectomia – com implante de lente intraocular.

10- A cirurgia de catarata é muito arriscada? 
A cirurgia de catarata é a cirurgia mais realizada na oftalmologia, e foi uma das técnicas cirúrgicas que mais evoluiu nas últimas décadas. Há pouco mais de 30 anos, era realizada sob anestesia geral, onde a catarata era removida através de uma incisão ampla, seguida por implante de lente intraocular rígida e múltiplas suturas do globo ocular. Atualmente, a incisão é de cerca de dois milímetros, e a catarata é emulsificada (fragmentada) em pequenos pedaços e aspirada por um aparelho chamado de facoemulsificador e a lente intraocular é dobrável. A incisão de pequeno tamanho e arquitetura auto selante, geralmente, dispensa a utilização de suturas.
Trata-se de um procedimento microscópico de alta complexidade que é muito seguro, porém, como qualquer procedimento invasivo, não é isento de riscos. A tecnologia atual e a experiência do cirurgião reduzem muito esse risco. A saúde geral e ocular do paciente, bem como sua história familiar, são fatores que influenciam diretamente o resultado cirúrgico. Além disso, é fundamental que o paciente siga as orientações pré e pós operatórias de seu oftalmologista para minorar os riscos.

11- Como posso ter certeza se é o momento certo para operar a catarata ou se posso esperar mais alguns anos? 
Na técnica cirúrgica antiga, denominada extracapsular, em que se removia a catarata sem fragmentá-la, havia o consenso de se aguardar a catarata evoluir (amadurecer) para se indicar a cirurgia, pois o procedimento era mais invasivo e sua recuperação mais prolongada, com maiores riscos para o paciente. Com o advento da facoemulsificação, houve uma mudança nesta abordagem, evitando-se que a catarata chegue a um estado muito avançado, pois a sua rigidez dificultará a sua aspiração, aumentando o risco de complicações cirúrgicas e o tempo de recuperação pós-operatório.
A indicação mais frequente da cirurgia de catarata é o desejo por parte do paciente de enxergar melhor. Entretanto, em determinadas circunstâncias, pode ser necessário partir do oftalmologista a indicação, visando tratar ou evitar complicações decorrentes da presença do cristalino doente, opaco e/ou de volume aumentado, ou ainda para possibilitar a avaliação e tratamento de doenças da retina e do nervo óptico.

12- Devo operar os dois olhos simultaneamente ou um de cada vez? 
O intervalo de tempo entre a cirurgia de catarata do primeiro para o segundo olho varia muito conforme o cirurgião, porém, existe de um modo geral, um consenso de se evitar a realização da cirurgia de catarata bilateral simultânea. O resultado do primeiro olho poderá servir como base para melhor programação da próxima cirurgia.

13- Que tipo de anestesia é usada na cirurgia de catarata? 
A anestesia é local, podendo ser realizada somente com gotas anestésicas ou através da injeção de pequena quantidade de anestésico local na região inferior da órbita, técnica denominada bloqueio peribulbar, onde o globo permanece sem movimento e sem sensibilidade. O paciente pode se manter lúcido ou ligeiramente sedado. A anestesia é sempre realizada por profissional habilitado, médico anestesista, que também é o responsável pelo acompanhamento clínico do paciente durante o procedimento, com monitorização cardíaca e oximetria de pulso ao longo da cirurgia. Nos casos de catarata em crianças ou adultos com dificuldades de controle dos movimentos ou de compreensão, a anestesia deve ser geral.

14- É verdade que a cirurgia de catarata é um procedimento simples e que pode ser realizada em poucos minutos? 
A cirurgia de catarata não é um procedimento simples. De fato, o avanço dos equipamentos e das técnicas possibilitaram a redução no tempo de cirurgia da catarata, porém trata-se de um procedimento complexo, cuja curva de aprendizado é longa. O cirurgião deverá ter a habilidade de operar olhando através de um microscópio de alta definição, com instrumentos delicados em ambas as mãos que são usados na manipulação da catarata e com pedais de controle do facoemulsificador e do microscópio, um em cada pé. O aparelho facoemulsificador possui diversos parâmetros que deverão ser ajustados conforme a experiência e técnica utilizada pelo cirurgião e dependendo do grau da catarata a ser operada.

15- Tenho miopia. A cirurgia de catarata resolverá este problema também? 
Atualmente a cirurgia de catarata tem o potencial de corrigir o grau de olhos míopes, hipermetropes e astigmatas através das modernas lentes intraoculares. Porém, temos que ressaltar que esta correção vai depender de múltiplos fatores como a técnica cirúrgica, cicatrização do paciente e principalmente o cálculo dos implantes intraoculares.

16- Qual é a melhor lente intraocular disponível atualmente? 
O oftalmologista saberá indicar o melhor tipo de lente intraocular para cada caso.

17- A lente intraocular pode se deslocar depois de implantada?
Em situações normais, o deslocamento da lente intraocular é algo muito raro. Existem casos em que esse evento tem mais chances de ocorrer, e seu oftalmologista deverá lhe orientar sobre o assunto.

18- Após a cirurgia é preciso usar óculos?
É necessário entender a diferença entre independência dos óculos e eliminação total do grau. Mesmo com independência, pode haver necessidade de utilização de óculos para determinadas atividades. Além disso, características pessoais, oculares e das lentes intraoculares recomendadas para cada situação interferirão na maior ou menor independência dos óculos.

19- Quais exames preciso fazer antes da cirurgia? 
As orientações específicas quanto aos exames clínicos e oculares serão fornecidas pelo oftalmologista responsável.

20- Quais são os cuidados que devo ter no pós-operatório? 
As orientações sobre os cuidados pós-operatórios são específicas para cada caso e serão fornecidas pelo oftalmologista responsável.

21- Quanto tempo leva para a visão voltar ao normal após a cirurgia? 
A melhoria da visão está diretamente relacionada com a intensidade da inflamação do olho e a capacidade individual de recuperação dessa inflamação. A resposta inflamatória pode se manifestar com intensidades diferentes dependendo do grau evolutivo em que se encontrava a catarata e as condições de recuperação da córnea, retina e demais estruturas oculares do paciente. Diabetes e outras alterações também podem interferir na recuperação. O mais comum é a visão ficar embaçada nos primeiros dias de pós-operatório, ocorrendo uma recuperação progressiva ao longo dos próximos dias. Em alguns pacientes pode ocorrer uma rápida recuperação e a visão melhorar imediatamente após o procedimento, já em outros, a visão pode melhorar de forma lenta, demorando alguns meses. Em ambos os casos, a cirurgia pode ter sido idêntica, mas a capacidade de recuperação da inflamação individual é que faz a velocidade de melhora ser diferente. A variação no tempo de recuperação da visão pode ser diferente entre os olhos do mesmo paciente. A observação de uma melhora progressiva, dia após dia, é um importante sinal que está ocorrendo tudo bem no pós operatório.

22- Existe risco da catarata voltar após a operação? 
Não. Uma vez retirada e substituída por uma lente intraocular, a catarata não voltará mais. O que pode ocorrer em alguns casos é um processo de fibrose na membrana que serve como suporte para lente intraocular. Dependendo da intensidade dessa fibrose a membrana pode se tornar opaca, prejudicando a visão. Para resolver essa opacidade, é recomendo um procedimento denominado de capsulotomia por Yag LASER. Este procedimento é realizado em caráter ambulatorial, é indolor, e quando indicado, traz melhora significativa da visão. Doenças como glaucoma e diabetes também podem favorecer o surgimento de catarata.

23- A cirurgia tem efeitos colaterais? 
Sim. Efeitos colaterais temporários podem estar presentes mesmo após cirurgia bem realizadas. Sensação de areia e fotofobia (incômodo com ambientes claros) são os mais comuns. Com a cicatrização e adaptação, essas queixas vão sendo amenizadas e resolvidas.

FACOEMULSIFICAÇAO COM IMPLANTE DE LENTE INTRA OCULAR (CIRURGIA DE CATARATA)

A cirurgia de catarata (facectomia) consiste na remoção do cristalino opaco e substituição por um cristalino artificial novo e transparente, conhecido como lente intraocular (SAIBA MAIS SOBRE lente intra ocular).  Por meio da mesma incisão, o cirurgião insere e posiciona dentro do olho a lente intraocular escolhida. Atualmente, a cirurgia é realizada com anestesia tópica (com colírio apenas) mais uma sedação anestésica leve para deixar o procedimento mais confortável para o paciente. Em alguns casos especiais, podem ser necessários a realização de anestesia peribulbar, que consiste em uma infiltração de anestésico junto aos músculos e estruturas da órbita. São realizadas micro incisões (maior com1,8mm) programadas e auto selantes para a manipulação cirúrgica, o que dispensa o uso de suturas ou pontos no final do procedimento. A cirurgia geralmente é rápida e confortável para o paciente. Normalmente, o paciente sai do procedimento com o olho sem curativo oclusivo para iniciar o uso dos colírios no pós operatório, imediatamente após a alta. Algum tempo após a cirurgia, a visão embaçada (em melhora progressiva) e leve desconforto ocular são esperados.

CERATOCONE

O ceratocone é uma doença estrutural da córnea na qual ocorre afinamento central ou paracentral progressivo – geralmente inferior – resultando na alteração da curvatura corneana de forma irregular, deixando os aspecto de sua superfície em forma de cone. A apresentação é geralmente bilateral e assimétrica. Os sintomas apresentados pelo paciente no início da doença podem ser:  dificuldade visual, dor de cabeça, flutuação da visão, fotofobia, baixa da acuidade visual, piora da qualidade visual a noite e troca frequente das lentes dos óculos sem ter satisfação nas novas lentes. A maior incidência da doença pode ser encontrada em pacientes da segunda e terceira décadas de vida, mas pode ser diagnosticado em qualquer fase da vida. Paciente com histórico de alergia ocular ou sistêmica, que coçam os olhos com maior frequência, com Sindrome de Down, doenças de colágeno ou com hábito de coçar os olhos os olhos, apresentam maior incidência da doença.

Atualmente, vários tratamentos existem disponíveis para os cuidados do paciente com ceratocone, e todos visam oferecer ao portador uma boa qualidade de vida com o mínimo de efeitos colaterais. Alguns tratamentos visam manter a qualidade de vida dos portadores tentando evitar a progressão da doença. Dois objetivos devem nortear os cuidados com o portador de ceratocone: A elaboração de uma meta a ser buscada com os tratamentos disponíveis, clara e definida, em comum acordo entre o paciente e o seu oftalmologista, e deve ser baseada na busca de uma qualidade de vida, e realizar tarefas relevantes sem que baixa qualidade visual impeça, além de manter o paciente com essa boa qualidade de vida alcançada (manter a disciplina e seguimento rigoroso da monitorização da topografia corneana com exames seriados ).

Vários tratamentos são disponíveis no arsenal de cuidados oftalmológicos para proporcionar qualidade de vida ao paciente com ceratocone:

– Óculos
– Lente de contato: gelatinosa, de apoio corneano, de apoio escleral
– Anel intra estromal
– Excimer laser
– Transplantes de córnea: penetrante e lamelar anterior profundo
– Cirurgias intra oculares

Na presença de progressão acelerada da topografia corneana em paciente com boa qualidade de vida, é disponibilizado frente a critérios pré-estabelecidos, o tratamento com colírio de riboflavia e ultravioleta – CROSSLIMKING CORNEANO

Como é feito o Diagnóstico?

A suspeita da presença de ceratocone no diagnóstico, geralmente aparece na consulta de rotina do oftalmologista. A história familiar também envolve a necessidade de investigação na família, principalmente em relação a presença de doenças em irmãos. O diagnóstico do ceratocone é definido com o rastreamento através topografia corneana, (fazer um link para topografia corneana). Este exame mostra a forma da córnea e por isso permite identificar o ceratocone. Exames de paquimetria corneana e microscopia especular de córnea, também são importantes para descartar outros acometimentos. Tomografias de córneas são exames elaborados e agregam informações relevante na condução dos casos de ceratocone.